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20 a 22 de outubro de 2026 | Pavilhões Verde e Vermelho - Expo Center Norte | São Paulo - SP

Feira: 13h às 20h | Congresso: 09h às 18h

Notícias

Segundo dia do 37º Encontro Técnico/Fenasan 2026 conecta governança, proteção de bacias, novas soluções operacionais e premiações

Com salas lotadas, sessão de trabalhos técnicos e mesas-redondas integraram diagnósticos sobre drenagem sustentável, combate a perdas, cooperação internacional, resíduos sólidos e a proteção da Represa de Guarapiranga, consagrando com premiações as pesquisas de maior impacto operacional e social do setor. 
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Confira como foi o segundo dia do 37º Encontro Técnico AESabesp/Fenasan 2026, o maior evento de saneamento ambiental das Américas, realizado nesta quarta-feira, 21 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. 

Destaques mesas-redondas

Da operação corretiva à inteligência preditiva: quatro décadas de engenharia e inovação moldam o saneamento brasileiro

A evolução técnica e operacional do saneamento básico brasileiro nos últimos 40 anos reflete a própria transformação da engenharia nacional: de rotinas manuais e essencialmente reativas para sistemas inteligentes orientados por dados, automação e modelos preditivos. Essa linha do tempo guiou a mesa-redonda “Evolução tecnológica e mercadológica do setor do saneamento ambiental brasileiro nos últimos 40 anos”, realizada nesta quarta-feira (21 de outubro), durante o Encontro Técnico e a Fenasan 2026, no Expo Center Norte.

Coordenada por Reynaldo Young Ribeiro, diretor técnico da AESabesp, e moderada pelo presidente da entidade, Agostinho Geraldes, a sessão resgatou a trajetória dos acontecimentos que foram acompanhados de perto pelos profissionais da AESabesp. Ao abrir os trabalhos, Geraldes conectou o resgate histórico ao lema da associação: “A proposta desta mesa é justamente revisitar o caminho percorrido para projetar o futuro, em total consonância com o tema central desta edição: AESabesp 40 anos: conectando pessoas, conhecimento e inovação pelo saneamento”. Leia a matéria completa aqui.

Economia circular e gestão de resíduos pautam debate sobre infraestrutura urbana resiliente na Fenasan 2026

O desafio dos municípios de destinar corretamente os resíduos sólidos foi tema do debate da mesa “Infraestrutura Urbana Resiliente: Integração da Economia Circular e Gestão Avançada de Resíduos Sólidos Urbanos”, realizada nesta quarta-feira, 21 de outubro, no 37º Encontro Técnico e Fenasan 2026.

A conversa foi mediada por Cláudia Alves, engenheira civil e diretora executiva na TCRE Engenharia, que abriu a mesa com um dado importante: 94% dos resíduos sólidos urbanos no Brasil são coletados, porém apenas 40% deles têm destinação adequada. O número indica diferenças regionais que envolvem, por exemplo, a diferença na malha rodoviária de cada local. Para os palestrantes, a engenheira deixou uma provocação: “Em que medida a economia circular se viabiliza no Brasil?”. Leia a matéria completa aqui.

Mesa destaca desafios da universalização do tratamento de esgoto

O Marco Legal do Saneamento Básico, sancionado em 2020, estabeleceu a meta de universalização do tratamento de água e esgoto no Brasil até 2033, o que lançou um grande desafio ao expor diferentes realidades e contextos sociais do território nacional. O assunto foi pauta da mesa “Universalização do Saneamento: Desafios, Estratégias e Tomada de Decisão”.

A discussão foi coordenada por Bruno Toniolo, especialista na área de saneamento e planejamento, e mediada por Marcel Sanches, diretor Corporativo de Engenharia da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico da Sabesp. Leia a matéria completa aqui.

A programação das mesas-redondas neste segundo dia do 37º Encontro Técnico contou ainda com as seguintes apresentações:

O papel dos usuários nos contratos de concessão e na regulação dos serviços esteve em debate na mesa “Segurança jurídica e cumprimento contratual: o usuário como protagonista da regulação”.

Com coordenação e moderação de Eduardo Conselheiro, especialista em regulação, que atua na gestão contratual e na regulação técnica da Sabesp, a atividade reuniu Ingrid Graziele Nascimento, analista de Regulação em Saneamento da Arsban; Frederico Araújo Turolla, fundador da consultoria Pezco Economics; e Luiz Antônio de Oliveira, superintendente de Fiscalização de Saneamento Básico da Arsesp.

A discussão abordou a modernização dos contratos de concessão, a incorporação de condicionantes socioambientais e a participação dos usuários nos indicadores dos serviços, considerando como esses fatores podem contribuir para a universalização e para o equilíbrio contratual.

Já a oitava mesa da edição tratou da governança dos recursos hídricos e a construção de soluções conjuntas para o saneamento com o tema “Comitês de Bacias Hidrográficas: conectando territórios, pessoas e soluções para o futuro do saneamento”. Coordenada por Patrícia Goularth, representante da AESabesp na Câmara Técnica de Educação Ambiental no CRH–CTEA e diretora Técnica da AESAN, e moderação de Samanta Tavares, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp. Integraram o debate Marcela Peixoto Nectoux, diretora de Recursos Hídricos da Semil; Hélio César Suleiman, diretor-presidente da Fabhat; e Amauri Pollachi, vice-presidente do Comitê de Bacias do Alto Tietê e membro do Cofehidro.

Os especialistas abordaram o papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas na governança participativa dos recursos hídricos e sua contribuição para o saneamento, a segurança hídrica e a sustentabilidade regional.

ENCONTRO DAS UNIVERSIDADES

Programação do 3º Encontro das Universidades prosseguiu neste segundo dia da Fenasan 2026 trazendo debates sobre a Nova Indústria Brasil e carreiras internacionais no setor da água

Abrindo os trabalhos, o papel estratégico da pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de tecnologias nacionais no saneamento básico foram o foco do Encontro das Universidades no painel “Nova Indústria Brasil (NIB) – da pesquisa à inovação”. Sob mediação e coordenação de Elaine Rodrigues (IPA/SEMIL), os convidados debateram como transformar os desafios do setor em capacidade tecnológica própria e produtiva para o país.

Apresentando as diretrizes da NIB, Adriana Anunciatto Depieri, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pontuou que o futuro industrial não se define apenas pelo volume produtivo, mas pela capacidade de transformar conhecimento em soluções práticas para a sociedade. Leia a matéria completa aqui.

Cooperação internacional, geopolítica e gestão de riscos pautam debate sobre carreiras globais no Encontro das Universidades da Fenasan 2026

A internacionalização das competências de engenharia, a governança de crises e a integração técnica com o continente africano e a Europa foram os eixos centrais da sessão temática “Carreiras internacionais no setor da água: conexão entre expertise, impacto e cooperação”. Integrada à programação do Encontro das Universidades no 37º Encontro Técnico da AESabesp e Fenasan 2026, as apresentações evidenciaram que a universalização e a segurança hídrica exigem redes globais de conhecimento, capazes de responder a cenários de policrises e de acelerar projetos de economia circular.

A coordenadora do encontro, Ester Feche, pesquisadora da USP, abriu a sessão informando a formalização de uma parceria estratégica firmada pela Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp) no primeiro dia do evento com a organização francesa La Goutte d’Eau. A iniciativa contempla intercâmbio de formação profissional, transferência de inovação tecnológica e projetos voltados ao saneamento rural. “O objetivo desse protocolo de cooperação internacional é proporcionar capacitação no setor de saneamento e recursos hídricos”, destacou. Leia a reportagem completa aqui. 

Destaques dos Trabalhos Técnicos

Trabalhos Técnicos reúnem estudos sobre drenagem sustentável, segurança hídrica em bacias e saneamento em aldeias indígenas do país. 

Confira!

Da eficiência elétrica à drenagem sustentável: sessão técnica debate diagnósticos de ponta para o saneamento

A convergência entre eficiência eletromecânica, climatologia aplicada, química industrial e soluções baseadas na natureza orientou as discussões da Sessão de Trabalhos Técnicos 6, realizada na manhã desta quarta-feira (21/10), na sala Cantareira 2, no Expo Center Norte. Integrando a programação do Encontro Técnico e da Fenasan 2026, a mesa reuniu especialistas e pesquisadores dedicados a apresentar diagnósticos operacionais de ponta e alternativas de engenharia que elevam a confiabilidade dos sistemas de abastecimento, drenagem e tratamento de água no país.

A engenheira Bruna Siqueira Aguiar apresentou seu trabalho sobre mitigação de alagamentos na cidade de Suzano (SP), fornecendo diversas soluções aliadas ao meio ambiente. A ideia surgiu a partir de recorrentes casos que causaram prejuízos e riscos a diversas famílias naquele município. 

Por enquanto, a pesquisa permanece no campo do estudo, sem aplicação prática, porém três alternativas são propostas: reservatórios de lote, calçadas drenadas e a criação de uma praça-esponja. Foi verificado que, somadas as três soluções, é possível mitigar até 2344 m³ da água da chuva, sendo 70% desse valor graças às calçadas drenadas. “A nossa proposta é fazer um complemento ao sistema, ajudando o ciclo natural da drenagem do solo, proporcionando segurança hidrológica para aquela região”, afirma a pesquisadora.

Gestão de bacias e segurança hídrica orientam apresentações de trabalhos técnicos no 37º Encontro Técnico da AESabesp

O compartilhamento de metodologias aplicadas, o aprimoramento da governança de recursos hídricos e a busca por resiliência climática deram o tom da Sessão de Trabalhos Técnicos 8. Integrando a programação oficial do Encontro Técnico e da Fenasan 2026, a mesa reuniu especialistas e pesquisadores dedicados a transformar dados científicos em instrumentos práticos de tomada de decisão nas concessionárias e órgãos gestores.

A rodada de apresentações abrangeu iniciativas de alcance estratégico para o setor: o programa Pró-Mananciais, focado na segurança hídrica e conservação hidroambiental, detalhado por Luciana Campos Luciano; o estudo de Matheus Renato Gomes sobre a modelagem da qualidade da água do Rio Jundiaí a partir do modelo matemático Streeter-Phelps; o diagnóstico do monitoramento dos Planos de Recursos Hídricos no Espírito Santo, conduzido por Monica Amorim Gonçalves; e a análise das ações intermunicipais de revitalização do Ribeirão Quilombo, nas Bacias PCJ, apresentada por Flávio Forti Stenico. Leia mais aqui.

Inclusão social, ferramentas analíticas e viabilidade financeira marcam apresentações de trabalhos técnicos na Fenasan 2026

A integração entre engenharia aplicada, responsabilidade socioambiental e soluções contratuais conduziu as discussões da Sessão de Trabalhos Técnicos 9. O painel, que integra a grade técnica do Encontro Técnico e da Fenasan 2026, evidenciou um olhar descentralizado para o saneamento, trazendo para o foco do debate realidades operacionais de diferentes regiões do país.

A grade contemplou cinco abordagens complementares: a orientação domiciliar em comunidades com sistemas ecológicos de esgoto, detalhada por Stefanie Mattar Matiskei Ziemmermann; o Programa Chuá, voltado à conscientização de gerações futuras para a salvaguarda de mananciais em Minas Gerais, exposto por Tereza Cristina de Jesus Bernardes; o retrofitting em sistemas de água em aldeias indígenas sul-mato-grossenses, conduzido por Daniel Soriano Gonçalves; o uso de linguagem Python e análise multicritério para mapear prioridades na rede do Distrito Federal, por Felipe Albuquerque Carvalho; e a modelagem econômico-financeira de transição no setor, apresentada por Fernando Massardo. Leia mais aqui.

Painéis Técnicos na TV Água e Saneamento

Painéis ao vivo abordaram soluções para comunidades isoladas, combate ao desperdício hídrico e os novos perfis profissionais no saneamento

Neste segundo dia, a programação começou ao vivo na TV Água e Saneamento com o Painel 4, “Governança interministerial para a universalização do saneamento”, que trouxe a articulação entre políticas públicas, ciência e inovação em pauta no 37º Encontro Técnico AESabesp/Fenasan 2026. A coordenação foi Eliana Kitahara, articuladora do G9 Saneamento Rural.

O painel abordou a integração entre o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em iniciativas para ampliar o acesso ao saneamento. A discussão contemplou soluções descentralizadas, tecnologias sociais e atendimento a comunidades rurais, tradicionais e territórios vulneráveis.

Participaram o professor Anderson Miranda de Souza, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e Flávio Gomes Júnior, diretor do Departamento de Saneamento Rural e de Pequenos Municípios e Secretário Nacional de Saneamento Ambiental substituto do Ministério das Cidades (MCID). 

No Painel 5, foi apresentado o tema “Redução das perdas de água: capacitação, eficiência operacional e ação climática para ampliar a disponibilidade hídrica”. Reduzir perdas é fundamental para preservar a água, fortalecer a segurança hídrica e avançar na universalização do saneamento.

A sessão debateu como a capacitação profissional, a gestão e o uso de tecnologias podem contribuir para melhorar a eficiência operacional, ampliar a disponibilidade hídrica e enfrentar os desafios das mudanças climáticas. A coordenação foi de Cícero Ferreira Batista, coordenador de cursos da AESabesp, com participação dos palestrantes Daniel Bocalão Junior, diretor-Presidente da DAE S/A – Água e Esgoto de Jundiaí, e Marcelo Tadeu Muniz Pereira, diretor de Engenharia da G6 Vanguard.

No Painel 6, foi discutido “O novo profissional do saneamento”, mostrando como atrair, desenvolver e valorizar os profissionais que vão construir o futuro do saneamento. O painel colocou em discussão as transformações do mercado de trabalho, as expectativas das novas gerações, a diversidade, a qualidade de vida e os desafios da formação e da gestão de pessoas. Participaram Thalita Vieira, gerente da Embasa e secretária da Câmara Técnica Comercial da Aesbe, e Flavia Porto, executiva de RH e consultora. A coordenação foi de Ana Paula Vieira Rogers e Suely de Melo, da Comunicação da AESabesp. Assista aos painéis do segundo dia no canal da TV Água e Saneamento no YouTube.

Mais atrações rechearam a agenda de trabalhos neste segundo dia da Fenasan 2026. Confira!

PALCO SUSTENTABILIDADE 

Lançamento do livro “Mulheres no Saneamento”

O impacto da presença e liderança feminina no setor foi destaque no Palco Sustentabilidade da Fenasan 2026, nesta quarta-feira, 21 de outubro. Um painel dedicado ao pré-lançamento do livro “Mulheres no Saneamento – Volume I” reuniu as autoras, Ana Szajubok e Luana Pretto, profissionais que transformam conhecimento, experiência e propósito em ação concreta dentro de um segmento historicamente marcado pela predominância masculina, evidenciando como a diversidade amplia perspectivas e impulsiona novas práticas para a área.

Com moderação de Patrícia Goularth, da AESabesp, a mesa recebeu Ana Szajubok, que é especialista em mudanças climáticas, e Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, para discutir os desafios e as conquistas de quem constrói caminhos e ocupa posições estratégicas no ecossistema do setor.

A importância de valorizar as origens e a trajetória por trás de cada carreira foi um dos pontos centrais abordados. “O livro é uma coletânea de histórias de mulheres inspiradoras que atuam no saneamento. Elas contam suas trajetórias e suas origens porque, por trás das grandes profissionais, existe uma história, uma raiz. O saneamento, durante muito tempo, foi uma área predominantemente executada por homens, e os desafios atuais requerem cada vez mais a sensibilidade e a diversidade que a mulher traz para ampliar esse olhar e gerar novas realizações. Queremos que essa obra seja uma semente para inspirar outras mulheres”, destacou Patrícia Goularth.

O sentimento de pertencimento, a troca mútua e o incentivo à representatividade também pautaram as falas do pré-lançamento. “Ingressar no projeto do livro ‘Mulheres no Saneamento’ é uma oportunidade muito importante para que as profissionais do setor possam se apoiar mutuamente e tornar o ambiente mais diverso. O saneamento está repleto de oportunidades e de grandes desafios, e essas questões só serão superadas com multiplicidade de saberes, sensibilidades e pontos de vista. A presença feminina é fundamental, e a obra reúne inúmeras coautoras compartilhando suas vivências pessoais e sua prática profissional no setor”, complementou Ana Szajubok.

A iniciativa reforça o compromisso de documentar a memória institucional feminina, fortalecer a rede de apoio entre especialistas e inspirar as próximas gerações a liderar as transformações sustentáveis do saneamento brasileiro. O livro é uma publicação da Editora Leader. 

Palestra “Guarapiranga pede socorro: quem vai salvar nossas águas?”

A preservação da Represa de Guarapiranga esteve no centro dos debates do Palco Sustentabilidade com o painel “Guarapiranga pede socorro: quem vai salvar nossas águas?”. Sob moderação de Fátima Blockwitz, diretora do SEESP, a mesa reuniu o ambientalista Gilberto Natalini e o presidente da Fundação Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (FABHAT), Hélio César Suleiman.

A sessão articulou o histórico de ocupação desordenada da bacia com diagnósticos técnicos atualizados. Suleiman apresentou dados que ilustram a complexidade do manancial: embora o reservatório tenha atingido 97% de volume útil em outubro de 2026, a atenção principal reside na qualidade dos recursos hídricos. Conforme exposto pelo especialista, boletins da CETESB indicam que, apesar de a água permanecer adequada para o abastecimento público, trechos como os braços dos rios Taquacetuba e Parelheiros registram índices de eutrofização, cenário que demanda monitoramento contínuo diante da recente proliferação de algas.

Na sequência, Gilberto Natalini chamou atenção para a magnitude do passivo ambiental acumulado ao longo das décadas e a importância estratégica da represa, responsável por abastecer mais de 5 milhões de pessoas. “Ninguém vive sem água”, frisou o ambientalista. Ele ainda destacou a relevância de uma governança integrada, com lideranças estaduais e municipais atuando em conjunto no ordenamento e fiscalização do uso do solo, e convidou o público a somar forças com o manifesto do movimento “Salvemos a Guarapiranga”.

RECONHECIMENTO

Prêmio Jovem Profissional reconhece novos talentos no 37º Encontro Técnico

A tradicional premiação do Encontro Técnico ocorreu nesta quarta-feira, 21 de outubro, consagrando a produção acadêmica no saneamento ambiental. A apresentação de pesquisas e soluções representa a evolução do setor, disseminando conhecimento e impulsionando eficiência com inovação.

No Prêmio Jovem Profissional, entregue desde 2014 a pesquisadores com até 30 anos de idade, foram escolhidos três trabalhos entre os oito com a melhor nota inicial. Todos passaram pela avaliação de trabalho escrito e apresentação oral. Conheça os ganhadores aqui.

Na mesma solenidade, foi entregue o Prêmio Melhores Trabalhos Técnicos, que elegeu três dos oito estudos com as maiores notas na avaliação inicial e que passaram pela avaliação escrita e de apresentação oral. A partir deste ano, as premiações dessa categoria passam a ter o nome de três grandes pesquisadores da história da AESabesp: Antonio Marsiglia Netto, Américo De Oliveira Sampaio e Cecilia Takahashi Votta. Também foi premiada a Empresa Mais (que teve o maior número de trabalhos aprovados na edição). Conheça os ganhadores aqui.

Mudança não é força de vontade. É desenho.

Mentora desconstrói mitos da motivação e ensina a redesenhar hábitos no encerramento da grade de programação deste segundo dia 

Esperar por clareza absoluta, aguardar o momento ideal ou insistir em promessas heróicas que morrem na primeira curva da rotina são reações conhecidas no ambiente corporativo. Foi questionando essa dependência cega da força de vontade que a consultora organizacional e mentora Carol Fernandes comandou a palestra que encerrou a programação do segundo dia da Fenasan 2026.

Especialista em economia comportamental e coaching ontológico, a fundadora da Stretch apresentou uma abordagem prática para destravar comportamentos e desarmar autocríticas. Segundo ela, a repetição de padrões disfuncionais raramente se resolve com discurso motivacional, pois nosso comportamento responde diretamente à arquitetura do ambiente.

Para ilustrar o descompasso entre intenção e prática, Carol recorreu a dados do aplicativo Strava: cerca de 80% das resoluções de Ano Novo são abandonadas logo na segunda sexta-feira de janeiro, data conhecida como o “Dia dos Desistentes”. O fenômeno se repete em estudos como o do British Journal of Sports Medicine, em que quase metade (47,6%) das pessoas que pretendiam se exercitar falharam na execução. “Saber também não é conseguir. A decisão de mudança chega antes da nossa transição”, destacou.

A chave do travamento, segundo a mentora, mora no mecanismo de defesa inconsciente. “O freio te protege e te impede de descobrir que você consegue agir diferente”, afirmou, ressaltando que toda resistência se ancora em crenças tratadas como certezas, quando são apenas hipóteses não testadas. Carol usou a fábula do elefante acorrentado à pequena estaca para demonstrar como o medo passado paralisa a capacidade presente, lembrando que, segundo a Penn State University, 91% das nossas preocupações sequer chegam a acontecer.

A saída, segundo ela, não está em decisões drásticas que se desgastam em dias, mas no desenho de pequenos experimentos diários. “A crença só perde força quando você vive alguma coisa que a contradiz”, resumiu, convidando o público a puxar a própria estaca aos poucos em vez de forçar rupturas abruptas. Ao finalizar a atividade prática, deixou o recado para os próximos passos: “Que no próximo Dia dos Desistentes, ninguém aqui precise desistir. Só ajustar o experimento”.

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37º Encontro Técnico / Fenasan 2026

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